terça-feira, 23 de junho de 2009

Instituto Butantan - São Paulo, SP



Um lugar super agradável para um passeio, tem uma extensa área verde onde era antes a antiga fazenda Butantan ... Tem muita coisa para olhar, por isto é legal ir sem pressa para desfrutar todas as atrações com calma.

O instituto é muito conceituado dentro e fora do país, possui uma das maiores coleção de serpentes do mundo, são 54 mil exemplares! E é o maior produtor nacional de soros e vacinas.




Serpentário: O passeio já começa por aqui. No serpentário podemos ver as cobras no seu habitat natural, à luz do dia e soltas. E como o instituto é aberto você pode visitá-lo e ver algumas cobras sem pagar nada.

Prédio do Instituto Butantan: Bela construção para ser apreciada apenas por fora. Funciona como biblioteca.

Museu Biológico: O Museu encanta sempre! Muito interessante ver os diversos tipos de cobra, algumas aranhas e escorpiões assim tão de pertinho.

Museu de Microbiologia: Museu novo onde as crianças tem a possibilidade de observar por microscópio: micróbios, plaquetas, insetos, etc.
Tem também busto dos inventores das principais vacinas.

Museu Histórico: Você se sente realmente numa cocheira e fica imaginando como Vital Brasil trabalhava ali. Os móveis, peças, instrumentos e maquinários da época dão uma idéia de como era o seu trabalho em 1900.

Casa de Vital Brasil: Nesta não se pode entrar, hoje funciona um laboratório, mas dá para você apreciar a arquitetura externa da construção. Atrás da casa tem uma árvore Ipê Rosa linda, que forra o chão de cor de rosa. Vale a pena ver.

Casa da Diretoria: Também só se pode conhecê-la externamente. Construção muito bonita de tijolinho à vista cercada de vegetação.

Museu de Rua: Placas com informações sobre o Instituto no meio da alameda que leva à Casa de Vital Brasil. Adorei a idéia, muito bacana e bem bolado, museu à céu aberto e informação de um jeito diferente.

Hospital Vital Brasil: Desde 1945 atendendo acidentes de pessoas com picadas de animais peçonhentos. Funciona 24 horas por dia. Agora você já sabe, qualquer coisa.. corra pra lá.

Cinema: Fica logo depois do Museu Histórico, pergunte para algum funcionário. Sempre tem sessões de filminhos desenho ou documentário em determinados horários. As histórias são bem bacanas e a sala é nova, com decoração super moderna. Ele está num prédio novo que futuramente vai ser para abrigar eventos e tem também o

Macacário: no dia da nossa visita ele estava em reformas. Pretendo voltar lá quando estiver pronto e dai sim, contarei como é.


Nota Dez pro Instituto:
Conta com uma lanchonete dentro com preços justos.
O estacionamento dentro do Instituto é gratuito.
O valor da entrada é somente para os três museus: adultos R$ 6,00 e maiores de 7 anos
R$ 2,50 (acima de 65 e menores de 7 não pagam). O resto funciona como um parque.


SP está de parabéns!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Teatro Panos e Lendas



Uma peça que com certeza vamos revê-la. As crianças amaram ... até a recepção que os atores fazem ao público é linda, por ai você imagina o resto...



Peça com muitas canções, algumas que nem eu conhecia ...
Mostra o ciclo da vida desde a criação do universo, as emoções e sentimentos que os personagens sentem, tudo com muita música do nosso folclore.

Fica até 27 de Junho, então corra.
Aos sábados às 16h
Espaço Cultural Juca Chaves - Teatro dentro do Extra Itaim
Rua João Cachoeira, 899 (esquina com a Av. Juscelino Kubitschek) (Itaim Bibi)
Tel: (11) 3073-0044
Estacionamento gratuito no supermercado com carimbo do teatro
Espetáculo com 50% de desconto para leitores do portal Sampa Online que levarem um pacote de leite em pó(www.sampaonline.com.br)

domingo, 7 de dezembro de 2008

Sala São Paulo - São Paulo, SP



Músicas que tocam o coração!
Algo que não há como descrever, só sentir.

Mais um para a lista de passeios IMPERDÍVEIS que São Paulo oferece.

Um passeio barato, com ingressos desde R$ 15,00. É só pesquisar no site.
Estacionamento dentro do próprio prédio.
Há um restaurante e lojinha lá dentro também.

Se você não foi ainda, está perdendo!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Criando um monstro




O que pode criar um monstro?
O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por... Nada?
Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência?
Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade?
O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?
O rapaz deu a resposta: 'ela não quis falar comigo'. A garota disse não, não quero mais falar com você.
E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.

Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam
descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados.
Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único.
Faltaram muitos outros não's nessa história toda.
Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19.
Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha.
Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida.
Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá.
Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal seqüestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os
programas de TV que o procuraram.
Simples assim. N Ã O.
Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.
O mundo está carente de não's.
Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças.
Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer não às esposas ).
Pessoas têm medo de dizer não aos amigos.
Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros.
Talvez alguns não cheguem a seqüestrar pessoas.
Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco.
Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal.
Os pais dizem, 'não posso traumatizar meu filho'. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos.
Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes.
Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não, você não pode bater no seu amiguinho.
Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos.
Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei.
Não, você não vai passar a madrugada na rua.
Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação.
Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos.
Não, essas pessoas não são companhias pra você.
Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate.
Não, aqui não é lugar para você ficar.
Não, você não vai faltar na escola sem estar doente.
Não, essa conversa não é pra você se meter.
Não, com isto você não vai brincar.
Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.
Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles.
E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam.
Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha.
Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.
Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário.
Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranqüilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não.
Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade.
E quem ouve uns não's de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso.
Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem.
O não protege, ensina e prepara.
Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os não's que recebo.
Nem sempre consigo, mas tento.
Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor.
E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.

Texto de Karina dos Santos Cabral)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Teatro Cocoricó - Uma aventura no Teatro




A peça é fofa ... linda-linda!

É mágico para as crianças verem como é feita a movimentação dos bonecos gigantes
de espuma, pois os homens vestidos de preto que os manipulam estão ali bem a
nossa frente, e é o que eles não conseguem ver na TV.

Uma graça cheia de encanto. Pais e mães ficam atentos também.

Só tem de se ter paciência para o choro dos pequenos que parece uma música
de fundo...rs

Também achei que eles deveriam passear pelos corredores da platéia para a
criançada (inclusive EU) vê-los de pertinho mesmo.

O que falta neste mundo, na minha opinião, é criança SER criança e fazer
coisa de criança.
Há muitas crianças por ai sendo obrigadas a amadurecer antes do tempo...sendo
mini-adultos ou pré-pré-adolescente antes da hora.
Isto tem um preço!

O fato do teatro estar dentro do shopping é ótimo, super prático ...

Vai até 7 de dezembro:

Teatro Shopping Frei Caneca (600 lugares)
Rua Frei Caneca, 569 - 6º Andar.
Informações: (11) 3472-2229 e 3472-2230
Vendas por telefone: (11) 2163-2000

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Represa de Guarapiranga - São Paulo, SP



Fomos almoçar na Robert Kennedy e após o almoço resolvemos passear de lancha pela represa (notem: horário 16h00, céu: dando pinta de chuva) Bom, ficamos 15 minutos esperando a lancha retornar pois ela tinha idopassear com outros 'turistas'...quando a lancha chegou (ebaaaaaa) todos apostos, salva vidas instalados no corpitcho... e lá vamos nós... Que delícia ... cabelos aos ventos.... água no rosto...êêê delícia...

Comentário das crianças no caminho:
Lucas - "Cuidado heim"
Sofia - "Cuidado heim moço, não vai bater em outro barco ai!!!"
Confira no vídeo:



Chegamos à margem do clube de campo do Banco Itaú onde ficam os patinhosgulosos... o piloto joga pedaços de pão pra eles e eles vem famintos comere continuam seguindo o barco...

Começa a chover, e não são gotinhas de garoa não, chuva mesmo, chuvão...daquelas de verão em que 1 única gota me molha inteirinha como se fosse uma balde d'água na minha cabeça.... O piloto levantou a cobertura da lancha, mas para quem não sabe, assim como eu não sabia, a cobertura é reta e alta...ou seja, a chuva vem de lado e te molha do mesmo jeito...rsrsrs Enxarcados.... Temos de voltar! Bom, pensando nisto hoje nem sei porque voltamos. Porque se já estavámos molhados mesmo poderíamos continuar o passeio... mas nestas horas a gente não pensa, não é? Todos nós abrigados embaixo da cobertura, dai o que acontece?!

A lancha fica com o bico para cima e não se pode enxergar para onde está indo e o motor fica fraco pois tem muito peso com o povo todo debaixo da cobertura. Ai, ai, ai... O piloto pediu que os rapazes sentassem lá na ponta da lancha para que esta abaixasse e o peso fosse distribuido .... Legal, não é? E lá foram eles, sentados, encolhidos, enxarcados, com frio... porque a velocidade da lancha dava um puta vento na cara ... hahahaha... será trágico se não fosse cômico.... o rosto doendo com os pingos de chuva batendo fortemente na face.... êêê delícia de passeio de lancha...rs

Dai o motor continua falhando e pára. Me desespero mas não demonstro. Lembrei do naufrágo. Mar aberto. Só me vinha estes filmes no pensamento. A gente pensando: "Será que acabou a gasolina, diesel, seja lá o que for?!" e as crianças verbalizaram - "Aiiiii, acabou a gasolina...". Bom, o piloto veio até a parte de trás onde fica o motor e puxou, mexeu, puxou, puxou, mexeu, puxou ... mais chuva na cara, e pasmem, pegou. Graças à Deus...vamos para terra firme. Molhados, enxarcados, mas sãos e salvos. E ainda pagamos pelo passeio! Aff

Mas o passeio é bacana, tirando a chuva, claro....

Tem passeio nos restaurantes da Robert Kennedy: Mil Milhas e Prainha (que eu conheço).

DICA ESPECIAL: Ao término passe na Doceria do Seu Osvaldo, que é um pouquinho pra frente...MAS FAÇA ISTO! Você não vai se arrepender. E peça um pedaço de Delícia de Morango que te faz tão bem que você já começa a rir das situações.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Limites


Limites


Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos, os erros de nossos progenitores...

...e com o esforço de abolirmos os abusos do passado...

...somos os pais mais dedicados e compreensivos

mas, por outro lado...

...os mais bobos e inseguros que já houve na história.


O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais “poderosas” que nunca!


Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro.


Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais...
... e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos.


Os últimos que tivemos medo dos pais....
...e os primeiros que tememos os filhos.


Os últimos que cresceram sob o mando dos pais...
E os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.


E, o que é pior...
...os últimos que respeitamos nossos pais...
(ÀS vezes sem escolhas...)
...e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.


À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical...


...para o bem
e para o mal.



Com efeito, antes se considerava um bom pai, aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens, e os tratavam com o devido respeito.

E bons filhos, as crianças que eram formais, e veneravam seus pais, mas à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo...


...hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco o respeitem.

E são os filhos, quem agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver.

E que além disso, que patrocinem no que necessitarem para tal fim.


Quer dizer ;
os papéis se inverteram.

Agora são os pais que têm que agradar a seus filhos para “ganhá-los” e não o inverso como no passado.

Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “darem tudo”
a seus filhos.


Dizem que os extremos se atraem.....
Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais...

...a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo...
aos nos verem tão débeis e perdidos como eles.



Os filhos precisam perceber que durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes
capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter...
... e de guiá-los, enquanto não sabem para onde vão...

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.


Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.


Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando - os...

...e não atrás, carregando - os e rendidos às suas vontades.


Os limites
abrigam o indivíduo.

Com amor ilimitado
e profundo respeito.


Mônica Monastério
( Madrid-Espanha )