quarta-feira, 28 de março de 2012

Recanto das Cascatas - São Roque, SP


Nunca tinha ouvido falar deste ponto turístico em São Roque e só o conheci pois sou de seguir as placas vermelhinhas de pontos turísticos. Quando vi a indicação do tal Recanto das Cascastas, segui as indicações e fui conferir. Passei batido pela entrada e tive de voltar, até a indicação do local é fraca.

Encontrei pouquíssimas informações na net a respeito. Apenas uma ou duas linhas informando que o local é cercado de remanescentes da Mata Atlântica, abriga um jardim de flores naturais e uma cascata formada pelas águas do ribeirão Carambeí, que por ter pedras muito lisas, é imprópria para banho.

Há uma trilha para chegar as cascatas, mas senti falta de maiores informações. Exemplo só descobri que as águas são do ribeirão Carambeí por que pesquisei na net. Também não vimos a tal Fazendinha indicada junto ao início da trilha.


O lugar também abriga um centro de exposições, creio eu, de vinhos...rs, vi na net que se trata da Expo São Roque e também da exposição de orquídeas da cidade.

Possui uma área livre onde havia uma Maria Fumaça, jardins, algumas réplicas de construções antigas. Tirei as fotos abaixo.









Vale muito a pena a visita. Se estiver em São Roque - SP ou nas redondezas, não perca.

Fica aberto para visitação com entrada gratuita. Fomos num sábado, apesar de não ter ninguém na portaria, de parecer meio deserto, entramos e gostamos do passeio.

Endereço:
Av. Antonio Maria Picena - Junqueira
Visita Gratuita
Tem telefones, sanitários, água.

sábado, 17 de março de 2012

Livro Uma breve história do Mundo – Geoffrey Blainey



Concluo com este livro que nossa vida de ser humano é equivalente a um ínfimo de tempo perante a grandiosidade deste supersistema chamado Terra. Nosso tempo de vida, em média 70 anos, não é nada perante os 10.000.000.000 (dez bilhões de anos!!!) da terra. Temos a prepotência de sempre achar que tudo gira ao nosso redor, que somos tão importantes, que podemos decidir quem e o que vive ou morre, mas não somos nada e nosso tempo de história perante a história do mundo, é um grão de areia.

Quantas e quantas transformações já não ocorreram? Quantas eras já se passaram? Quantos impérios? A elevação dos mares, os tsunamis, os terremotos, as movimentações das placas, os impérios que jazem.

O livro narra desde o principio da vida humana na terra iniciada na África. Narra também a formação das comunidades, o auge e a decadência de cada império.

Tem-se a sensação de um espectador diante desta grande retrospectiva que nos fornece questionamentos importantes da história caso as situações fossem inversas ou diferentes, por outros caminhos, como seria? É uma viagem prazerosa pela política, pelo surgimento das religiões, geografia das civilizações com uma linguagem agradável e fácil.

Entendemos o início das principais e mais antigas religiões e o porque de terem surgido, as guerras por território. As maiores e famosas guerras são contadas em sua continuação Uma Breve História do Século XX, mas daí já é uma outra história.

Viajando através de livro.

Recomendo.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Fazendinha Estação Natureza - São Paulo, SP

Já havia ido à Fazendinha Estação Natureza algumas vezes, mas no endereço antigo. Eles já estavam numa chácara dentro da cidade de SP, mas agora o fato da chácara DENTRO da cidade ficou mais evidente...rs. Agora temos a vista de várias casas e prédios vizinhos, e confesso que até atrapalha nosso enquadramento de fotos..rs.

Mas realmente é um passeio muito agradável de se fazer com os pequenos. A sensação de estar num local rodeado de animais e interagindo com eles é muito gostosa e excitante para as crianças (e para nós adultos também...rs, pelo menos para mim!), parece que estamos na casa de uma vózinha com um quintalzão cheio de animais... uma delícia!

Alguns animais ficam soltos pela chacára, como o peru Alipio, as galinhas Angola de roupinha de petit póa, patos, galos e galinhas.

Impossível não lembrar que é um dos queridos "Alipio" da vida que viram o famoso e tradicional (tradição que nem é nossa, apenas cópia) peru que vem para a nossa mesa na ceia de Natal.



Quem sabia que o peru também se exibe, assim?



Com os animais confinados há o momento de interação onde as crianças podem entrar nos recintos e alimentá-los ou ordenar, no caso da Esmeralda, a mamãe vaca. As cabras são bem agitadas, é preciso cuidado pois elas não perdem tempo, mordem roupas, ficam para lá e para cá, e tem o risco de nos derrubarmos, mas são mansas e adoram um carinho, como todo bicho.


Os monitores, sempre atentos e super simpáticos, fazem um roteirinho mostrando todos os animais, fornecendo explicações sobre cada um e dando alimento para a criança alimentá-los.

Tem as atividades coletivas como a hora de plantar, que as crianças amam e é super instrutivo, e a hora de fazer o pão ... um barato!!! Eles levam o pãozinho para casa depois de assado e a plantinha no vasinho.

Amei as árvores do pomar todas identificadas pelo espaço e a horta. Só achei que deveriam bolar alguma atividade na horta para as crianças conhecerem de onde vem os pés de alface da salada que comem. Fica a dica!


Olhem que apetitosa:


O almoço lá é uma delícia à parte. Comidinha caseira, com cheiro de casa de avó, preço justo e super saborosa.


Ficou meio longo, mas achei que precisava ilustrar os posts com mais fotos. Vocês também acham?

Fazendinha Estação Natureza (http://www.estacaonatureza.com.br)
Av. Washington Luís, 4.221 - Santo Amaro - Zona Sul
Tel.: (11) 5034-2728.
Preço: R$ 22 (adulto) e R$ 28 (crianças de dois a 12 anos). Grátis para menores de dois e maiores de 65 anos.
Estacionamento no local: PAGO

sábado, 3 de março de 2012

Casa Modernista - Museu da Cidade de São Paulo - São Paulo, SP



A Casa Modernista foi a primeira casa em estilo moderno construída no Brasil. De autoria do arquiteto de origem russa Gregori Warchavchik (1896–1972) a casa foi construída em SP em 1928.
Numa época em que se imitava a arquitetura Parisiense cheia de ornamentação e detalhes, para ser aprovada pela Prefeitura o projeto contemplou as ornamentações da época e na construção o arquiteto alegou que não tinha como finalizá-la pois acabaram-se os recursos.

A casa faz parte do Museu da Cidade de São Paulo, que é uma rede de casas históricas formada, hoje, por 12 exemplares arquitetônicos administrados pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH).

Esta casa nos mostra como é importante lutar pelo que se acredita porque a construção dela foi uma essencial quebra de paradigma na época.

A visitação conta com monitores e é gratuita.

Conheça as outras edificações do museu da Cidade de SP: http://www.museudacidade.sp.gov.br/

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Livro 1808 - Laurentino Gomes



Acho importante a leitura de livros que resgatam a histório do povo brasileiros por estudantes em geral pois, como já ouvi por ai e concordo, um povo que não conhece seu passado está fadado a repetir os mesmo erros de outrora.

Este livro é interessante pelo fato de narrar o período da história do Brasil que vai desde a chegada da corte de Portugal ao nosso país numa linguagem simples e amigável, com descrição bem mais próxima do real do que os personagens caricatos que estamos acostumados a ver em filmes e peças.

O livro é uma viagem à época da corte, nos proporcionando uma riqueza de detalhes e até alguns fatos novos até agora desconhecidos até por historiadores, quem dirá conhecermos, na época da escola, nos nossos rasos livros didáticos.

Com este livro, é possível realizarmos uma verdadeira avaliação da gravidade dos fatos dos acontecimentos passados olhando para a situação citada como se estivesse ocorrendo hoje, no nosso tempo atual. O que seria do país caso a corte não tivesse aportado por aqui?

1808. Uma viagem de meses em caravelas caindo aos pedaços, com falta de comida e água, muita sujeira e muito piolho. A viagem da corte de Portugal ao Brasil, fugida de Napoleão Bonaparte, é escoltada pela marinha britânica. A visão do Brasil da época: uma colônia sem qualquer infraestrutura.

É a abertura dos portos que favorece comerciantes ingleses, e também brasileiros, enriquecendo as duas pontas do comércio internacional. Começa-se ai o jogo político que vimos até hoje no nosso país: o favoritismo, a corrupção, os ricos fazendeiros e traficantes de escravos ávidos pelos títulos de nobreza.

Nasce o Banco do Brasil onde estes negociantes adquirem ações da instituição para serem compensados com títulos de nobreza.

Mas tem também o lado do crescimento do pais. São criadas escolas, estradas, hospitais, é iniciada a entrada de produtos importados. Tem o horror da escravidão enriquecendo os traficantes.

E do outro lado do atlântico fica um país orfão: Portugal, onde estoura a revolução liberal na cidade do Porto em 1820, obrigando dom João VI ao retorno da sua terra.
Foram 13 anos no Brasil. Narrativa maravilhosa que nos apresenta a nossa própria história.

Recomendo. Deveria ser item de cesta básica.

Nosso Marley, e nós

Carta ao Átila



Sim, eu tive um Marley na minha infância. Quer dizer eu não, meu pai ... eu era apenas uma das crianças da casa que teve o privilégio de conhecê-lo e conviver contigo.

Átila. Cachorrão grande, mistura de capa preta com pastor alemão ... Lindo! Pêlo preto brilhante. Lembro bem de você.

Nossos bracinhos finos de criança tentavam dar a volta no seu pescoção e ficávamos abraçadas com você assim.

Você foi o nosso primeiro cachorro. Nós nascemos e você já estava lá, Átila. Sempre achei lindo o seu nome, que meu pai escolheu. Nome forte, áustero, diferente. Você já fazia parte da família quando chegamos, uma a uma ... as intrusas no caso, éramos nós, as crianças...rs

Você era o nosso cão herói, salvou o pai e o tio Mingo de levar tiros ... foi lindo o que você fez. Coisa de cinema, como diz meu pai. Eu tão pequena, fiquei admirada, orgulhosa, agradecida. Quando aqueles bandidos entraram no bar e apontaram a arma para eles, você foi para a direção deles e pulou em cima deles, dai foi você quem levou o tiro, não é? Muita sorte que o tiro acertou apenas na sua pata ... Cachorro corajoso. Sofreu, eu lembro disto, mas meu pai cuidou de você. A bala atravessou a patinha (ou patona, porque era imensa)...

Esta é apenas uma das histórias que eu vivi com você, meu pai certamente escreveria um livro sobre o "nosso cão herói"!

Meu pai o ensinou a ficar alerta com as situações de perigo, eu lembro. Era só você ouvir a frase "Atropela, Átila... atropela" que já partia para cima de quem quer que fosse... sempre foi o nosso cão guarda costas.

Era lindo você, Átila... deixou saudades!

Nesta época nós assistíamos o seriado Lassie na TV e era como se NÓS vivessémos um seriado com você.

Você tinha o andar igualzinho o do pai... todo pacato ... sossegado ... muito engraçado.

Quando você adoeceu nós todos da família sentimos muito. Quando faleceu então... foi dolorido demais. Foi a primeira morte em família para mim. Foi muito triste.

Em todo cão que tivemos depois de você sempre procurámos um "Átila" ... sempre... mas entendi depois de muito tempo que igual a você não existe, não, Átila. Você foi e será o único. Isto não quer dizer que não gostamos dos outros... gostamos sim, mas você era especial.

Você é a lembrança da minha infância ... assim como a Fazenda São Joaquim, você faz parte da minha história e hoje o que eterniza este momento é a sua foto ... com ela revivo as lembranças como fazendo uma viagem...

"Nessa estrada
Um pé nas nuvens
Outro pé noutro lugar
Uma saudade
Uma viagem
Onde vai meu coração

inda hoje inda bem no caminho
canto alegre
é você tão feliz e sozinho
uma velha canção rock´n roll"

Muitas Saudades, Átila.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Orquidário Professora Ruth Cardoso - Parque Villa Lobos - São Paulo, SP










Fiquei encantada com a beleza das orquídeas e o nome do espaço como uma homenagem homenagem à antropóloga e ex-primeira dama Ruth Cardoso. Na minha opinião, uma das únicas admiravéis que já tivemos.

Logo na entrada podemos observar um painel com a biografia de dona Ruth com fotos de diversas fases da vida da ex-primeira-dama.

Tomei conhecimento de que o seu formato esférico, que lembra uma oca, também foi uma homenagem do autor do projeto a alguns grupos étnicos estudados por dona Ruth Cardoso, como as tribos africanas e indígenas brasileiras.

Um passeio bacana, gratuito, dentro de um dos parques mais lindos de SP, vale muito a pena conhecer.

Mais fotos: